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Blog: Bruna Monteiro
História: Letícia Holanda e Pedro Vinícius
Curiosidades e fotos: Daisy Albernaz e Hiago Victor.
Trabalho de História
Professores: Aurélio e Alfredo.
| Curiosidades |
Ø Trouxeram louças, pratarias, móveis, obras e até duas pequenas carruagens.
Ø Criou três ministérios: o da Guerra e Estrangeiros, o da Marinha, da Fazenda e Interior; instalou também os serviços auxiliares e indispensáveis ao funcionamento do governo, entre os quais o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Junta Geral do Comércio.
Ø Construção de estradas; os portos foram melhorados.
Ø A produção agrícola voltou a crescer. O açúcar e o algodão, passaram a ser o primeiro e o segundo lugar nas exportações, no início do século XIX.
Ø
Medidas de incentivo à
cultura.
| Fotos |
Personagem: D.João VI. Tema: Vinda da Família Real para o Brasil
Autores: Letícia Holanda e Pedro Vinícius.
Vinda da Família Real ao Brasil.
Levantar o ferro e guardar o cabo, colocar mastros e vergas em posição, soltar velas e receber a bordo o prático do rio num dia chuvoso. Foi assim que eu via os preparativos para a viagem da família real ao Brasil.
O motivo? A invasão das tropas napoleônicas a Portugal.
Eu observava as pessoas em minha volta, algumas não entendiam o motivo de tanta movimentação, outras viam com um olhar de decepção, pessoas desesperadas com o sentimento de abandono e profunda indignação.
A pressa da família real era clara, D. João VI decidiu muito em cima da hora a partida da família real portuguesa ao Brasil. Seus pertences como baús, riquezas da corte, jóias e sem contar o exacerbado número de passageiros que foram colocados as pressas nas embarcações.
E foi no dia 29 de novembro de 1807 que começou a longa e difícil viagem ao Brasil.
Quando fazemos viagens longas nesses navios o tempo parece nunca passar. É agonizante ver como os dias se arrastam lentamente, principalmente quando se tem péssimas noites de sono.
Há dias a figura de Napoleão Bonaparte não me deixa dormir. Tenho que admitir, infelizmente, que ele é um grande Imperador. Com certeza irá entrar para a história, ao contrario de mim que sou só um covarde.
Graças a Deus tive o apoio da Inglaterra, a qual me apertou com mais quinze mil nobres nesses navios. Antes tivesse vindo só, pois essas pessoas reclamam o dia inteiro sobre as péssimas condições de viagem. Pelo menos a essa hora da noite posso contemplar as estrelas sem ninguém me importunando. Apenas o odor não é muito agradável já que alguém vomitou aqui perto.
Tenho pena desses nobres que não sabem o que lhes esperam no Brasil. Terei que implementar distrações na capital para satisfaze-los. Talvez um teatro ou quem saiba uma biblioteca.
Muitos devem achar que é fácil ser rei, mas com certeza não é. Principalmente em tempos como esses, tempos difíceis em que um futuro totalmente incerto nos aguarda.
A comunicação com familiares era zero. Ninguém sabia se tinha alguém vivo ou morto, a solidão era a perfeita aliada na situação que estávamos.
No caso da comida havia carne e biscoitos, a maioria foi infestada de vermes. Os animais vivos também faziam parte da embarcação para garantir alimentos como ovos, leite, carne. E logicamente trazia também ratos, piolhos, e uma série de epidemias e distúrbios intestinais.
A água era escassa, o banho não havia, os privilegiados que tomavam banho morno com a água do mar era Dom João e Dona Maria.
Sem banho, a higiene era péssima, ocorreram muitos piolhos. As mulheres tiveram que raspar as suas cabeças, cobrindo com alguns panos. Suas roupas eram somente uma, ou duas no máximo, pois não havia espaço suficiente na nau. Com o sol forte em algumas épocas da viagem, ocorreu desidratação.
Apesar de todos esses fatos horríveis, eu me divertia vendo a Dona Maria I, ela era conhecida como Maria Louca, por causa da morte do seu marido e de seu filho ela perdeu a razão. Ela dava ordens absurdas que ninguém obviamente obedecia por conta de sua loucura. D. Maria era bastante religiosa. E por conta de sua religião, ela achava que quem fosse para o Brasil era a mesma coisa de ir pro inferno.
Contudo, nesses ultimo dias foram difíceis tanto para Dona Maria e para toda a tripulação.
A frota de navios havia se separado com aquelas terríveis tempestades e para se reagrupar novamente teve muito custo, mais com muito esforço e determinação conseguiu reunir as frotas novamente.
Nesse dia já estava anoitecendo, e todos já se preparavam para dormir. Eu fiquei acordado e decidi ler um livro de poesia que eu havia guardado em meu bolso.
Quando de repente aparece um senhor com aparência abatida, com os cabelos grisalhos, um pouco fora de forma. Ele sentou do meu lado e disse:
- “Eu estou pressentindo o faro de terras.”
E eu respondi com um sorriso, e disse que daqui alguns dias vamos já estar próximos a colônia.
O homem se ergueu vagarosamente e retribuiu-me com o sorriso, bateu os meus ombros e me avisou que o faro de terra estava mais próximo do que eu imaginava.
Logo após isso, eu decidi retomar a minha leitura quando me veio o sono. Eu dormia naquela noite sentado, com o livro em minhas mãos.
Quando amanheceu, veio um clarão sobre os meus olhos. Era o sol, radiante e brilhoso. E eu comecei a ouvir: “Terra avista!”
As pessoas começaram a correr, eu me levantei e foi neste dia, 18 de dezembro de 1807 que a frota avistou a ilha da madeira, o que significava que estávamos realmente próximos a costa de nossa colônia. E logo após isso eu me lembrei daquele senhor. Os seus pressentimentos se tornaram concreto. O faro de terra estava mais perto do que eu imaginava.
A viagem prosseguia, as pessoas ficavam mais contentes. Foi mais ou menos por volta de 40 dias, que eu e toda a tripulação chegaríamos ao Brasil. E no dia 18 de janeiro de 1808 nós chegamos na Bahia, porém só no dia 22 de janeiro somos avistados pela população de Salvador.
Eu olhava para o rosto de D. João VI, e ele tinha uma expressão de alivio, entretanto, havia outras expressões em seu rosto que parecia ser de preocupações.
Ao desembarcar na costa da Bahia, fomos bem recebidos com muita solenidade. O calor dessa terra não se comparava ao calor de Portugal. Tudo era humilde. D. João VI viu que a sua missão em sua colônia era transformar aquelas terras. Eu pressentia que muitas mudanças haveriam de vir não só para os portugueses, mais principalmente para aquele povo humilde e que um dia se tornou bravo e independente.